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Setembro Amarelo: veja como ajudar na conscientização da campanha

Neste ano, o tema da campanha do Centro de Valorização da Vida (CVV) reforça a importância de falar sobre o assunto


Logomarca do CVV para a campanha do Setembro Amarelo (Créditos: Reprodução)


Desde 2003, o dia 10 de setembro é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Nesse mês, diversos movimentos e campanhas acontecem pelo mundo na busca de conscientizar e oferecer ajuda para aqueles que enfrentam sofrimentos psíquicos intensos.


Nacionalmente conhecida como “Setembro Amarelo”, a campanha foi criada em 2015 no Brasil pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O intuito é reforçar para a sociedade as ações de cuidado com a saúde mental, para tratar da depressão e prevenir o suicídio.


Segundo a OMS, a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. Já no Brasil, todos os dias cerca de 32 pessoas dão fim à própria vida. O número corresponde a uma morte a cada 45 minutos, segundo o CVV.



Nisso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma associação sem fins lucrativos reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973. Ela é responsável pelo Programa de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio, desenvolvido pelos postos do Centro em todo o Brasil.


Ainda, os estudos feitos pelo CVV apontam que, para cada suicídio, um grupo de até 20 pessoas é impactado diretamente. Isso ocorre pelo fato de que as pessoas inseridas no grupo também estão em risco, por serem enlutadas de um suicídio; e igualmente precisam de ajuda. “Elas costumam relatar sentimentos de culpa por não terem percebido os sinais”, explica Carlos Correia, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV) em entrevista ao podcast do programa "Bem Estar".


A abordagem do tema é algo importante. Na década de 1980, um estudo feito nos Estados Unidos afirmou que as mortes por suicídio poderiam ocorrer por uma suposta "imitação", e por mais de 30 anos, esse trabalho reforçou a ideia de que “não podemos falar sobre o assunto”. Entretanto, a Organização Mundial da Saúde vai na direção oposta, dizendo que o problema não é falar, mas "como" se fala sobre o suicídio.


Pensando nisso, o Portal neoNews separou abaixo algumas formas corretas de agir ao falar sobre o tema:


  • Não glamorize ou transforme em herói quem tirou a própria vida;


  • Jamais divulgue técnicas ou ensine formas;


  • Caso desconfie que alguém próximo queira tirar a própria vida, procure saber como esta pessoa está. Tenha sempre um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo, pois isso pode fazer a diferença;



  • Caso a pessoa se sinta à vontade para compartilhar o que sente, não é indicado: repelir a fala dela, nem esboçar expressões de choque, com frases do tipo “não acredito que você está pensando nisso”. Além disso, não reprima a pessoa, ou coloque culpa por ela se sentir assim;


  • O foco da conversa deve ser o outro. Portanto, não é recomendável falar muito sobre si mesmo, e oferecer soluções que você considera "simples" para os problemas que a pessoa relatar. Também não desmereça o que ela sente, pois cada luta é única e com seus respectivos obstáculos;


  • Lembre-se que você não é um especialista. Por isso, mesmo oferecendo suporte emocional para a pessoa, deve-se informar sobre a ajuda profissional. Assim demonstre estar à disposição para o diálogo, caso o outro queira conversar novamente;


  • Se você perceber que a pessoa não se sente à vontade para se abrir, deixe claro que você estará disponível para conversar em outras oportunidades;


  • Por fim e não menos importante, você pode indicar os serviços oferecidos pelo CVV, disponível em www.cvv.org.br, que trabalham para promover o bem-estar das pessoas e prevenir o suicídio, em total sigilo, 24h por dia.



Atendimento psicológico gratuito; veja onde buscar:


Centro de Valorização da Vida:


Site: CVV

Telefone: 188 (De todo o território nacional, 24 horas todos os dias de forma gratuita)

E-mail: clique aqui

Endereço: Rua Luzitana, 1779 - fundos, Centro, Campinas - SP

Horário: 18 as 22 horas


O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é uma ferramenta ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com atendimentos psicológicos totalmente gratuitos. Abaixo há alguns CAPS da cidade de Campinas:


CAPS III AD INDEPENDÊNCIA:


Site: CAPS III

Telefone: (19) 3272-0404

Endereço: R. Venezuela, 10 - Jardim do Trevo, Campinas - SP, 13040-015

Horário: Aberto 24 horas



CAPS III - Centro de Atenção Psicossocial Novo Tempo:


Site: CAPS III – Novo Tempo

Telefone: (19) 3223-1831

Endereço: R. Mogi Mirim, 986 - Jardim Novo Campos Eliseos, Campinas - SP, 13050-543

Horário: De 2ª à 6ª das 08:00hs às 17:00hs



CAPS I - ESPACO CRIATIVO:


Site: CAPS IJ

Telefone: (19) 3365-2280

Endereço: R. Cosmópolis, 128 - Jardim Novo Campos Eliseos, Campinas - SP, 13050-540

Horário: De 2ª à 6ª das 08:00hs às 18:00hs



CAPS Davi:


Site: CAPS III DAVID

Telefone: (19) 3266-7878 / (19) 3266-8414

Endereço: Rua Salomão Gebara, 136 - Jardim Vista Alegre - CEP 13056-523

Horário: Atendimento 24 horas / Administrativo: Segunda à sexta-feira, das 8h às 17h



Dicas de aplicativos que podem auxiliar:


Na era digital, é muito comum baixar aplicativos para as mais diversas situações. Por esse motivo, existem aplicativos que auxiliam em momentos de depressão e pânico, ou até mesmo oferecem atendimento psicológico. A seguir, há alguns desses aplicativos para aqueles que desejam um complemento mas seus respectivos tratamentos:


– Cogni (iOS e Android): neste app, é possível fazer anotações sobre os sentimentos ou como o humor possivelmente está variando. Com isso, o registro do usuário pode ajudar a entender como funciona a mente. O aplicativo possui uma versão gratuita e paga.


– Querida Ansiedade (iOS e Android): este aplicativo é completo, e possui atividades, meditações e indicações de psicólogos para conversas online.


– ADDS (iOS e Android): este app diz respeito ao “Apoio ao Diagnóstico de Depressão e Avaliação de Risco de Suicídio”, desenvolvido no Brasil. O programa tem como finalidade ajudar no processo de diagnóstico de depressão e no risco de suicídio, porém é explícito que não exime a necessidade de um julgamento clínico. Há uma versão gratuita.

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