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Você sabe o que é metaverso? Conheça esse que é considerado "o futuro da internet"

Entenda o motivo de grandes empresas como Facebook estarem investindo bilhões de dólares em seu desenvolvimento


(Créditos: rawpixel.com)


Desde seu desenvolvimento a internet está em constante evolução. Desde seu surgimento em meados da Guerra Fria a principal missão da web sempre foi conectar pessoas. Inicialmente com uso militar e acadêmico, chegou a população, com a "internet das coisas" se tornou algo essencial em muitas das casas. Estamos num nível de conectividade pela internet que lá nos anos 60 seria inimaginável. Mas você já parou pra pensar: "mas afinal, o que mais a internet tem para evoluir?" e "o que esperar dela?". Essas dúvidas já possuem uma resposta e que atualmente está ainda sendo desenvolvida: o metaverso.



Resultado da junção do prefixo "meta", do grego "metá" e que significa além, indicação de mudança, transcendência (lembre-se da palavra metamorfose, por exemplo), com o radical "verso", que como você já deve imaginar é originada da palavra "universo", oriunda do latim "universum" - junção de "unus": um, representação de uma única unidade, e "versus": transformado, conjugação do verbo 'vertere' (transformar) no particípio do passado. Juntos representam o todo a nossa volta, tudo que há "resumido" em um único termo. Portanto, metaverso representa uma mudança, transformação desse todo, uma realidade além do mundo físico.



O termo foi criado há relativamente pouco tempo. Sua primeira aparição foi no livro de ficção científica "Snow Crash" de 1992 escrito pelo cultuado Neal Stephenson, porém o conceito de um mundo virtual além da nossa realidade surgiu em 1984, 8 anos antes no clássico e um dos pioneiros do gênero cyberpunk, "Neuromancer" de William Gibson.


Com o desenvolvimento da internet, diversos games passaram a se aproximar do conceito. Um exemplo bastante popular no início dos anos 2000 foi o "Second Life", que dava liberdade aos usuários de criar seus próprios avatares e interagir nos espaços virtuais com pessoas do mundo todo.





Os anos passaram, a tecnologia continuou evoluindo, e nos dias de hoje temos acesso a dispositivos de realidade virtual ou aumentada, que modificam totalmente a percepção de ambiente e espaço do usuário, parecendo que você foi "teletransportado" para outra dimensão apenas ao vestir um headset de RV, por exemplo. Essa junção de ideias e tecnologia que anima tanto os fanáticos por tecnologia, e dentre eles, Mark Zuckerberg.


Toda essa ideia inicial de metaverso é muito fantasiosa, porém devemos manter o pé no chão e nos perguntar qual será o uso prático de tudo isso e por que do investimento bilionário de grandes empresas em seu desenvolvimento, estruturação e implementação?


"No último dia 28 de outubro o Facebook anunciou a mudança de seu nome para 'Meta'. Além de exibir a nova logo, princípios e objetivos, foram exibidos alguns trechos de atividades possíveis graças ao metaverso, com direito a um avatar 3D do próprio Mark Zuckerberg"



Usemos o Facebook como exemplo: você já deve saber que a empresa de Zuckerberg está apostando todas suas fichas na criação de um metaverso, ao nível de mudar o nome de sua empresa guarda-chuva para "Meta" e centralizar todas as suas empresas para um objetivo principal: ajudar a dar vida ao metaverso. No mesmo evento de anúncio, foram traçados alguns comentários explicando o que eles almejam entregar e onde querem chegar com tudo isso, e Sue Young, Diretora de Gerenciamento de Produtos do Facebook, afirmou: "é a próxima geração da internet".


É inegável a importância e a influência na internet nos dias de hoje. Analisando toda a trajetória da web desde sua criação até 2021 é possível traçar 3 fases de "amadurecimento" com mudanças no conteúdo produzido, quem produz esses tais conteúdos e a interação entre cada usuário. Atualmente estamos na internet 3.0, que busca descentralizar as redes sociais, tirando por exemplo, o acesso que as empresas tem aos dados dos usuários. O metaverso será o próximo passo dessa evolução. Em seu ensaio, o analista e investidor Matthew Ball define o metaverso como "uma internet mais conectada".


Filmes e seus mundos virtuais. Respectivamente: "Jogador Nº 1" (2019), "Matrix Ressurections" (2021), "Tron - Uma Odisseia Eletrônica" (1982) e "Tron - O Legado" (2010)


Ball alerta que muitos imaginam que "será uma manifestação da realidade verdadeira, porém baseada num mundo virtual (muitas vezes parecido a um parque de diversões), como aqueles retratados em 'Jogador Nº 1' e 'Matrix'." Porém mesmo que esses sejam alguns dos aspectos do metaverso, trata-se de uma concepção bastante limitada "da mesma maneira que filmes como 'Tron' mostravam a internet como literalmente uma 'superestrada de informações' digital".


Ainda não é possível pontuar com 100% de certeza o que é o metaverso, afinal ele ainda está sendo desenvolvido, e definir algo que nem existe ainda pode ser falho, mas já temos uma certa ideia de algumas características:


- Ininterrupto: Não haverá pausa, reset ou pare. Seu funcionamento será continuo indefinidamente;


- Sincronizado: Experiências em constante mudanças, com eventos, acontecimentos e mudanças ocorrendo para TODOS os usuários SIMULTANEAMENTE;


- Aberto e com maior e melhor senso de identidade: Usuários podem participar de eventos, atividades e se reunirem em espaços ao mesmo tempo e com liberdade de comportamento nos ambientes;


"As criptomoedas, ou "moedas digitais", cada vez mais ganham influência dentro de fora da internet, e podem estar presentes no metaverso"



- Economicamente funcional: Criar, produzir, vender, investir ou qualquer serviço prestado por usuários ou empresas serão recompensados com "valor" (como dinheiro, troca, emblema...) e que terá o reconhecimento dos demais usuários;

- Misturado: Irá mesclar totalmente o mundo real do virtual, o privado do público. Sensos de espaço, ambiente e até transporte mudarão completamente;


- Mais livre e com maior conectividade: Conteúdos não se limitarão a únicos sistemas, dispositivos e afins, portanto o usuário poderá, por exemplo, usar skins de um jogo em outros;


- Submerso de conteúdos produzidos por um imenso número de contribuintes: Na internet que temos hoje já temos uma avalanche de conteúdo sendo postado todos os dias, e no metaverso a quantidade produzida irá aumentar, e consequentemente o número de criadores/produtores (indivíduos, grupo ou empresas).





O metaverso eleva o motivo inicial da internet, que é o de conectar pessoas, para outro nível. A barreira entre a interação social cara a cara, e virtual, tende a se tornar cada vez mais imperceptível com o metaverso. Porém agora partindo para o prático, como que funcionará isso tudo? Bem, algumas empresas já estão anunciando alguns produtos que aparentam ser o início de algo que pode mudar completamente a relação do usuário com a internet.


Um exemplo de produto recém anunciado é o Horizon Home, que consiste em um game exclusivo para Oculus Quest. No jogo é possível organizar "rolês virtuais" com outras pessoas em ambientes digitais e interativos, podendo conversar, jogar, acessar aplicativos, assistir a vídeos e etc. Confira ao vídeo de anúncio abaixo:



Outro exemplo é a implementação de diversas funcionalidades de RV ao Microsoft Teams. A partir de 2022 será possível a criação de avatares personalizados, não tendo mais a necessidade de ligar a webcam. Porém o mais interessante é a criação de espaços virtuais que podem funcionar como um escritório, prédio ou sala, exatamente como na vida real. Os participantes da poderão andar livremente pelo ambiente, exibir o que quiser , onde quiser e interagir por completo com o ambiente.




Toda essa conversa e movimento sobre metaverso ainda é algo muito novo. Muito do que temos no momento são especulações e tentativas de definições. Como toda e qualquer evolução, ela está sendo feita de forma gradual, e a cada dia que passa estamos mais próximos daquilo que chamamos de METAVERSO.





*Conteúdo patrocinado pela neoCompany




















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