The Boys divide opiniões na reta final e criador rebate críticas | “Você está assistindo à série errada”
- Redação neonews

- há 20 horas
- 3 min de leitura
Enquanto fãs reclamam do ritmo da última temporada de The Boys, Eric Kripke defende uma despedida mais humana e menos explosiva

(Foto: Divulgação)
Chegar ao fim de uma série amada quase sempre vem acompanhado de ansiedade. A sensação é parecida com a de estar perto de se despedir de alguém que acompanhou você por anos. E talvez seja justamente por isso que os episódios finais de The Boys estejam despertando reações tão intensas entre os fãs.
A produção, conhecida pelo caos, violência gráfica e críticas afiadas ao universo dos super-heróis, está caminhando para sua reta final. Restam apenas o penúltimo e o último episódio da quinta temporada. Mas, curiosamente, um dos maiores debates do momento não envolve mortes chocantes ou reviravoltas brutais. O assunto da vez é o ritmo da história.
Nas redes sociais, parte do público começou a classificar alguns capítulos recentes como “episódios tapa-buraco”. Na visão desses espectadores, certos acontecimentos parecem menos grandiosos e dariam a impressão de que a narrativa estaria apenas “ganhando tempo” antes do grande encerramento.
Mas quem decidiu entrar diretamente na discussão foi ninguém menos que o criador da série, Eric Kripke. Em entrevista à TV Guide, ele respondeu às críticas de forma bastante direta e deixou claro que não concorda com essa leitura da reta final.

(Foto: Divulgação)
“Nada do que acontece nos episódios finais vai importar se você não desenvolver bem os personagens. Estou recebendo muita insatisfação online, para dizer o mínimo”, afirmou.
A fala do showrunner toca em um ponto interessante sobre como consumimos séries atualmente. Em tempos de maratonas e reviravoltas constantes, existe quase uma expectativa automática de que todo episódio precise entregar algo gigantesco. Uma batalha épica, uma morte inesperada ou um choque imediato.
Kripke, porém, parece defender outra lógica para a despedida da série. Para ele, não basta apenas explodir coisas ou entregar momentos grandiosos visualmente. É preciso dar peso emocional ao que está acontecendo.
“O que vocês esperam? Uma grande cena de batalha em cada episódio?”, ironizou.
Segundo o criador, o encerramento de The Boys exige tempo para aprofundar personagens que acompanharam o público durante anos. E isso faz ainda mais sentido quando pensamos no tamanho do elenco e na quantidade de histórias paralelas que a série construiu ao longo do caminho.
“Televisão é sobre personagens. Eu devo a cada um deles a chance de serem desenvolvidos, humanizados e terem suas histórias contadas”, explicou.
Talvez a maior provocação de Kripke esteja justamente na maneira como ele questiona a ideia de que “nada acontece” quando não há explosões ou confrontos físicos. Para ele, momentos importantes nem sempre precisam ser barulhentos.
“As coisas mais loucas e impactantes aconteceram. Só porque não teve alguém atirando e fazendo ‘piu, piu, piu’, isso não significa que nada aconteceu. Se é isso que você quer, está assistindo à série errada”, concluiu.
E, olhando com calma, existe algo curioso nessa discussão. Será que estamos tão acostumados com o imediatismo das grandes produções que esquecemos como momentos silenciosos também podem carregar enorme peso emocional? Às vezes, o que realmente marca uma história não é a explosão final, mas aquilo que ela construiu antes dela.
Agora, com a despedida cada vez mais próxima, a pergunta inevitável fica no ar: você prefere um final cheio de ação do começo ao fim ou uma conclusão que desacelera para fazer cada personagem realmente importar?
Veja Também: neoCompany em sua nova campanha, transforma tecnologia em conexão humana com foco em pessoas




