Limp Bizkit transforma nostalgia em espetáculo histórico no Allianz Parque
- Redação neonews

- 22 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Show do Limp Bizkit em São Paulo prova que a banda vive um novo auge

(Foto: Divulgação)
O Limp Bizkit mostrou no último sábado, dia 20, que nostalgia, quando bem trabalhada, pode virar algo muito maior do que uma simples lembrança do passado. A banda norte-americana fez um dos shows mais marcantes do ano em São Paulo, lotando o Allianz Parque com um público diverso, barulhento e cheio de energia, muitos deles jovens que nem chegaram a ver o grupo em seu auge comercial no fim dos anos 1990.
A apresentação fez parte da Loserville Tour, que ganhou formato de minifestival e contou também com nomes como Bullet for My Valentine, 311, Ecca Vandal, Riff Raff e Slay Squad. O clima foi de celebração do começo ao fim, com bonés vermelhos espalhados pela pista, rodas de mosh, sinalizadores acesos e uma plateia que parecia entender perfeitamente o espírito debochado e explosivo do grupo.

(Foto: Divulgação)
Mesmo cercado por polêmicas ao longo da carreira, o Limp Bizkit vive hoje um curioso renascimento. A banda soube se reposicionar em meio à onda nostálgica que ganhou força nos últimos anos, especialmente após a pandemia, e voltou a ocupar grandes palcos com naturalidade. Fred Durst, longe da imagem agressiva do passado, assume uma postura mais leve e até carinhosa com o público, sem perder a atitude que sempre definiu o grupo.
O momento mais emotivo da noite ficou por conta da homenagem ao baixista Sam Rivers, falecido em outubro, aos 48 anos. Um vídeo com imagens do músico foi exibido ao som de “Drown”, enquanto a banda assistia sentada no palco. A mensagem final, “Nosso irmão para sempre; Te amamos para sempre”, arrancou aplausos e emocionou o estádio inteiro.
A partir daí, o show voltou ao clima de festa total. O setlist foi construído para manter a energia sempre alta, com pequenos respiros estratégicos, mas sem perder o controle da plateia. Hits como “My Generation”, “Nookie”, “Rollin’ (Air Raid Vehicle)”, “Take a Look Around” e “My Way” foram cantados em coro por milhares de pessoas.
O detalhe que mais chamou atenção foi a escolha ousada de abrir e encerrar o show com “Break Stuff”. A música, marcada por controvérsias no passado, hoje ganha um novo significado: uma catarse coletiva, divertida e quase libertadora. Na segunda execução, com as luzes da plateia acesas, o público virou parte essencial do espetáculo.
Sem depender de músicas mais recentes, o Limp Bizkit provou que entende seu momento atual e sabe exatamente o que seus fãs querem. A promessa de “festejar como se estivéssemos em 1999” se transformou em realidade e mostrou que a banda não apenas sobreviveu ao tempo, como também encontrou uma nova geração pronta para abraçar seu caos sonoro.
No fim das contas, o show no Allianz Parque confirmou algo que parecia improvável anos atrás: o Limp Bizkit voltou a ser gigante no Brasil. E, ao que tudo indica, não foi só pela nostalgia foi pela entrega, pela energia e pela conexão real com o público.
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