Crítica | Splatoon Raiders
- Redação neonews

- 22 de jul.
- 3 min de leitura
Com uma aventura vibrante, gameplay viciante e um dos melhores game designs do ano, o novo jogo Splatoon Raiders exclusivo do Switch 2 transforma tinta, criatividade e exploração em uma experiência difícil de esquecer

(Foto: Divulgação)
Entrar em uma franquia já consolidada costuma ser intimidador, principalmente quando ela carrega uma comunidade apaixonada e anos de história. Felizmente, Splatoon Raiders entende perfeitamente esse desafio e faz justamente o contrário: abre as portas para novos jogadores sem abandonar quem acompanha a série desde o início. Em vez de apostar novamente no multiplayer competitivo, a Nintendo escolhe contar uma aventura focada em campanha, exploração e evolução constante, criando um dos exclusivos mais surpreendentes do Switch 2 em 2026.
A trama acompanha um grupo de caçadores de recompensas que, após um acidente durante uma tempestade, precisa encontrar uma maneira de sobreviver e voltar para casa. A premissa é simples, mas funciona muito bem porque serve apenas como ponto de partida para um universo extremamente carismático. Mesmo sem dublagem tradicional, personagens como Frey, Big Man e Shiver demonstram personalidade através das animações, expressões e diálogos bem escritos. A protagonista silenciosa também encontra seu espaço, permitindo que o jogador mergulhe naturalmente naquela jornada sem que a narrativa precise exagerar em explicações ou longas cenas cinematográficas.

(Foto: Divulgação)
O grande destaque, porém, está no gameplay. Splatoon Raiders entende que diversão nasce da variedade. O arsenal oferece armas para praticamente todos os estilos de jogador, enquanto gadgets, habilidades especiais e melhorias constantes transformam cada combate em uma experiência diferente da anterior. O curioso sistema de mira com sensores de movimento pode causar estranheza nas primeiras horas, mas, depois da adaptação, revela uma precisão impressionante e uma sensação de controle extremamente satisfatória. O ritmo da progressão também merece elogios, já que novos equipamentos, desafios e mecânicas surgem na medida certa para manter a sensação constante de descoberta.
Tecnicamente, a Nintendo entrega mais uma demonstração de excelência em design de jogos. Cada fase apresenta objetivos familiares, mas nunca iguais, evitando a repetição que costuma desgastar campanhas mais longas. Os cenários exploram muito bem as possibilidades de movimentação e incentivam o jogador a experimentar diferentes estratégias. A direção artística continua sendo um espetáculo à parte, combinando cores vibrantes, criaturas criativas e ambientes cheios de personalidade. A trilha sonora acompanha essa identidade visual com músicas energéticas que aumentam a adrenalina durante os confrontos sem perder o clima descontraído característico da franquia.
Nem tudo, entretanto, funciona com a mesma consistência. Alguns picos de dificuldade surgem de maneira repentina na segunda metade da campanha, principalmente quando o jogo combina diversos inimigos mais complexos ao mesmo tempo. Em certos momentos, a sensação deixa de ser desafiadora para se tornar frustrante. Outro ponto que pode incomodar parte do público brasileiro é a ausência de localização em português, algo que dificulta o entendimento de alguns diálogos e sistemas para jogadores menos familiarizados com o idioma.

(Foto: Divulgação)
Ainda assim, são problemas pequenos diante da qualidade geral da experiência. Splatoon Raiders demonstra uma maturidade rara ao entender que não precisa revolucionar completamente sua fórmula para oferecer algo novo. Em vez disso, amplia o universo da franquia com inteligência, apresenta mecânicas bem refinadas e entrega uma campanha capaz de divertir tanto veteranos quanto iniciantes. É um daqueles jogos que respeitam o tempo do jogador, oferecendo desafios constantes, recompensas satisfatórias e um ritmo que praticamente elimina qualquer sensação de monotonia.
Mais do que um ótimo derivado, Splatoon Raiders mostra que ainda existe espaço para produções coloridas, leves e extremamente criativas em uma indústria cada vez mais obcecada por realismo e grandiosidade. A Nintendo acerta ao transformar uma franquia conhecida pelo multiplayer em uma aventura solo cheia de personalidade, provando que inovação nem sempre significa abandonar as próprias raízes. Para quem procura um exclusivo marcante no Switch 2, esta é uma viagem que merece ser vivida.
Opinião da Redação: "Splatoon Raiders consegue aquilo que muitos derivados tentam e poucos alcançam: expandir uma franquia sem perder sua identidade. Com uma campanha divertida, mecânicas inteligentes e um game design que mantém o jogador envolvido do início ao fim, o exclusivo do Switch 2 se firma como uma das melhores surpresas do ano. Mesmo com pequenos tropeços na curva de dificuldade e a ausência de localização em português, o saldo é extremamente positivo e mostra que a Nintendo continua dominando a arte de criar experiências inesquecíveis."
Você já jogou algum título da franquia Splatoon ou Splatoon Raiders será sua porta de entrada nesse universo? Acha que a Nintendo acertou ao apostar em uma campanha focada na narrativa?
Ficha Técnica
Nome: A Odisseia
Tipo: Jogo
Onde jogar: Nintendo Switch 2
Categoria: Tiro
Nota: 4,5/5




