Crítica | O Mandaloriano e Grogu
- Redação neonews

- há 1 dia
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Com Grogu roubando a cena e muita ação espacial, O Mandaloriano e Grogu emociona pela familiaridade, mas também levanta uma pergunta difícil: até quando viver apenas de nostalgia será suficiente para a galáxia muito, muito distante?

(Foto: Divulgação)
Após anos longe das telonas, Star Wars finalmente retorna ao cinema apostando justamente em uma de suas maiores certezas: o carisma de Grogu. E sejamos sinceros, era difícil errar quando o personagem mais adorável da franquia está no centro da história. O Mandaloriano e Grogu chega carregando o peso de reacender a paixão dos fãs após anos de altos e baixos da saga, especialmente depois da divisão causada pela trilogia sequel. Felizmente, o longa dirigido por Jon Favreau entende exatamente o que o público ama nesse universo, ainda que, em muitos momentos, pareça confortável demais dentro da própria fórmula.
Os primeiros minutos do filme deixam claro que a proposta aqui não é reinventar Star Wars, mas expandir aquilo que The Mandalorian já fazia tão bem. Din Djarin, vivido novamente por Pedro Pascal, segue sua jornada ao lado de Grogu enquanto presta serviços à Nova República em missões que misturam perseguições, caçadas e conspirações imperiais. O resgate de Rotta, o filho de Jabba, se torna o fio condutor de uma aventura que funciona quase como uma temporada condensada da série, dividida em blocos narrativos que claramente poderiam ter sido episódios individuais.

(Foto: Divulgação)
Tecnicamente, o longa é um espetáculo visual. A fotografia abraça diferentes tons e paisagens galácticas enquanto os efeitos especiais mantêm o padrão elevado que sempre acompanhou Star Wars nos cinemas. Há batalhas espaciais intensas, perseguições frenéticas com speeders e criaturas gigantescas que transformam a experiência em algo visualmente grandioso. A trilha sonora de Ludwig Göransson merece um destaque especial: o compositor pega o já icônico tema de The Mandalorian e o eleva para algo ainda mais cinematográfico, misturando sintetizadores e uma atmosfera sci-fi que traz frescor sem abandonar a essência clássica da saga.
Mas se existe alguém que realmente sustenta o coração emocional do filme, esse alguém é Grogu. No cinema, o pequeno personagem parece ainda mais vivo, mais expressivo e muito mais participativo do que na série. Ele finalmente deixa de ser apenas o “rostinho fofo” para assumir papel importante dentro da narrativa, protagonizando momentos próprios que justificam totalmente sua presença no título. Há cenas em que ele lembra diretamente o encanto de clássicos dos anos 80, misturando fofura, humor e aventura numa medida quase irresistível.
Por outro lado, o longa também sofre justamente do seu maior conforto: a falta de novidade. Tudo soa familiar. Cada missão, criatura ou conflito parece ecoar algo que já vimos antes, seja em The Mandalorian, nos filmes clássicos ou até em produções derivadas da franquia. Jon Favreau claramente ama esse universo, e isso transparece em cada detalhe, mas falta aquela sensação de surpresa, aquele frio na barriga de estar vendo algo realmente novo dentro de Star Wars. Até mesmo a dinâmica entre Din e Grogu, tão poderosa emocionalmente na série, parece menos aprofundada do que deveria.

(Foto: Divulgação)
Rotta, o Hutt, infelizmente também acaba sendo um dos pontos mais frágeis da trama. A tentativa de transformá-lo em peça importante do quebra-cabeça não funciona tão bem quanto esperado, e algumas motivações do personagem parecem excessivamente repetitivas. Nem mesmo o talento de Jeremy Allen White na voz consegue salvar completamente um arco que parece mais uma ferramenta de roteiro do que algo genuinamente impactante.
Ainda assim, O Mandaloriano e Grogu é divertido. Muito divertido. É o tipo de filme que abraça a nostalgia sem vergonha, entrega ação competente e oferece momentos genuinamente emocionantes, principalmente graças ao charme quase impossível de resistir de Grogu. Só fica aquela sensação de que Star Wars, uma franquia que já ousou tanto no passado, poderia sonhar um pouco maior novamente.
Opinião da Redação: "Confesso que saí do filme dividida. Me diverti bastante, sorri em várias cenas do Grogu e senti aquele gostinho nostálgico que só Star Wars consegue despertar. Mas, ao mesmo tempo, fiquei esperando aquele momento de surpresa, algo que me fizesse pensar “uau, a franquia realmente evoluiu”. É um filme gostoso de assistir, cheio de coração, mas que talvez jogue seguro demais para um universo tão gigante quanto esse."
Você acha que Star Wars precisa continuar apostando no conforto da nostalgia ou já passou da hora da franquia arriscar algo completamente novo?
Ficha Técnica
Nome: LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight
Tipo: Jogo
Onde jogar: PlayStation 5 / Xbox Series X e Series S / PC / Nintendo Switch 2
Categoria: Ação / Aventura
Nota 4,5/5




