Crítica | Mestres do Universo
- Redação neonews

- há 4 dias
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Mestres do Universo retorna em grande estilo em um filme que abraça o cafona, celebra Etérnia e transforma o absurdo em espetáculo

(Foto: Divulgação)
O retorno de He-Man aos cinemas em Mestres do Universo chega como uma verdadeira celebração da nostalgia, sem tentar se esconder atrás de modernizações forçadas. O filme entende desde o primeiro minuto que seu maior trunfo é justamente o exagero, a fantasia e o clima oitentista que marcou gerações. Em vez de suavizar sua essência, a produção escolhe abraçar tudo aquilo que tornou esse universo tão icônico, criando uma experiência leve, divertida e cheia de personalidade.
Na direção, Travis Knight demonstra segurança ao conduzir esse mundo de espada e feitiçaria com um olhar que mistura respeito e brincadeira. Ele sabe quando acelerar a narrativa e quando deixar o espectador respirar dentro de Etérnia. O resultado é um filme que não tenta reinventar o personagem, mas sim reafirmar por que ele sempre funcionou tão bem, mesmo em suas versões mais exageradas.

(Foto: Divulgação)
Visualmente, o longa é um espetáculo à parte. As batalhas são grandiosas, com cenários coloridos, criaturas marcantes e uma escala que valoriza cada confronto como se fosse uma pintura em movimento. A trilha sonora reforça essa sensação épica, alternando entre momentos mais clássicos e explosões modernas que acompanham perfeitamente a energia das cenas. Aqui, o exagero não é defeito, mas parte da identidade.
No elenco, Nicholas Galitzine entrega um Príncipe Adam que vai além da força física, trazendo insegurança e carisma na medida certa para tornar sua transformação em He-Man ainda mais impactante. Já Camila Mendes se destaca como Teela, equilibrando determinação e presença em cena, funcionando como um dos pilares emocionais da narrativa. A química entre os personagens ajuda a sustentar o filme mesmo nos momentos mais simples.
Apesar disso, o roteiro nem sempre encontra o ritmo ideal. Algumas sequências parecem estender mais do que deveriam, e certas cenas de ação acabam surgindo mais como espetáculo visual do que como avanço real da história. Em alguns momentos, o filme parece empolgado demais com sua própria grandiosidade, o que pode quebrar um pouco a fluidez da experiência.

(Foto: Divulgação)
Mesmo com esses deslizes, Mestres do Universo mantém uma energia leve e contagiante. Há um carinho evidente por cada detalhe desse universo, desde as referências aos brinquedos até os diálogos que brincam com a própria mitologia. O resultado é um filme que não tem vergonha de ser divertido, e isso acaba sendo seu maior charme.
No fim, o longa entrega exatamente o que promete: uma aventura grandiosa, divertida e cheia de personalidade, que fala diretamente com fãs antigos e também com quem está conhecendo Etérnia agora. Não é uma reinvenção, mas é uma celebração honesta de um dos heróis mais icônicos da cultura pop.
Opinião da Redação: "É um filme que diverte do começo ao fim e sabe exatamente o que quer ser. Não é perfeito, mas entrega uma aventura leve, nostálgica e muito fácil de aproveitar sem esforço."
Você acha que adaptações como essa devem continuar abraçando o exagero clássico ou tentar se modernizar cada vez mais?
Ficha Técnica
Nome: Mestres do Universo
Tipo: Filme
Onde assistir: Cinema
Categoria: Ação / Fantasia / Aventura
Duração: 2h22
Nota 4/5




