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Crônica | O Quinto Elemento

Onde se camufla, ó Grandioso e Magnífico?!



Em um dos meus trabalhos recebi um equipamento. Dentro da caixa continha a máquina em si e outros vários acessórios para serem acoplados; e o mais importante: o manual para montagem do conjunto. Muito detalhado, esse manual vinha escrito em quatro línguas, continha os termos de garantia, contato de suporte, características técnicas de cada peça, sequência de montagem, procedimentos para operação, sistema de manutenção rico em detalhes com desenhos e fotos. Uma pessoa, mesmo com pouco conhecimento técnico, não teria dificuldade para montá-la.


Com o manual de instruções nas mãos, me veio à mente o ser humano como uma máquina. Pensei, porque não poderíamos também vir com um guia operacional ou manual de instruções de fácil entendimento? Afinal, fomos desenvolvidos e criados com composições de materiais extremamente especiais, muito esmero na sua constituição e bastante complexidade em todo seu funcionamento.


Transformei o ser humano em uma máquina e vi dentro dessa máquina principal outras pequenas máquinas, que trabalham em conjunto entre si, todas completamente interligadas. Mini máquinas que filtram o ar e o combustível colocado. Outras medindo frequências de bombeamento, temperatura, pressão e muitas outras de vital importância para o funcionamento do conjunto. Está equipada com sinalizadores de reconhecimento de luz, cor, cheiro, sabor, decibéis de sons etc. E principalmente equipada com o mais completo e complexo computador que existe: o cérebro. É aqui que começa o perigo desta máquina funcionar bem ou não. Desde a entrega até o último dia de uso, ou seja, conhecer bem essa máquina peça por peça, antes de ligar o botão do startup.



A máquina humana é tão perfeita que muitos ignoram e acham que ela deverá funcionar sem necessidade de uma atenção. Deixam de lado quaisquer cuidados e já começam a usar, na pressa de quererem atingir algo fora do momento adequado. Percebemos que nesses casos, essa máquina sofrerá desgaste agressivo e constantes de peças, e pior, não se tem peças de reposição tão fácil e disponível no mercado. Quando isso for possível o preço da peça é absurdamente caro e a mão de obra para substituição não poderá ser feita em qualquer oficina. Oficina especializada não é para todos e tem seus preços muito elevados. Aos que tiverem esse privilégio, o acesso a manutenções constantes ajudam a prolongar a vida útil da peça substituída.


Todas as máquinas físicas, mesmo sendo de última geração, dependem única e exclusivamente de um fator para funcionar: uma energia. Da mesma forma, a máquina chamada corpo humano também depende de uma fonte de energia e essa vem dos alimentos, mas não no seu estado sólido e sim daquilo extraído deles.


Até aqui tudo é compreensível e explicável dentro de um limite, de conhecimento de engenharia tratando-se de máquinas, e no campo das ciências médicas em se tratando de corpo humano. Entretanto, existe um outro campo que há muito tempo tem sido estudado. Algo tão incógnito, “misterioso” e complexo que envolve a mente humana no sentido da sua existência, para que serve e quando é usada. Quando essa energia física é ligada, também uma outra chave diferente e paralela é acionada ao mesmo tempo. E que Energia é essa? Qual a fonte? Qual a composição de qualidade e pureza?


Todas as peças do corpo humano obedecem certas regras, mas, nem toda mente segue esse princípio. Teólogos, filósofos e cientistas buscam entender melhor o funcionamento. Percebemos que quanto mais aprofundamos em busca de uma resposta surgem mais perguntas que explicações. No fim, leigos como somos, aceitamos por fé que estamos aqui por um objetivo.


Enquanto a linha tempo, ainda que relativa, continua impiedosamente seu ritmo, é preciso fazer com que a vida faça valer a pena de existir.


Nossa máquina ligada ao poderoso cérebro, dando vazão a um outro componente que parece surgir do coração, traz consigo umas energias muito peculiares: os pensamentos, os sentimentos, as emoções e as palavras. Originam-se com essas energias o poderoso e robusto conjunto mental, que vai liderar todo percurso da máquina na sua existência. Ele definirá a saúde ou doença, o poder ou a fraqueza, a vitória ou a derrota. É na máquina que ele se projetará. Essa poderosa arma que está acoplada à nossa máquina é capaz de nos curar ou nos ceifar, tamanho é o seu poder. Essa poderosa e robusta energia envolve, banha e lubrifica toda a máquina. Faz reação com todas as peças, todas as engrenagens, nada, absolutamente nada escapa da sua certeira invasão.


Caso você tenha perdido a crônica da semana passada, confira a postagem para mais uma dose de reflexão e pensamento no dia: "Crônica | Senhor Tempo"



O poderoso e robusto conjunto mental, ainda dentro da sua ideia relativa, contém a dualidade. Ele poderá emanar substâncias da mais alta qualidade quando alimentado por todas as formas de amor; como também substâncias da mais alta toxicidade quando alimentado por todas as formas do ódio. A escolha do conteúdo determinará o caminho e o resultado que serão aflorados pela máquina humana. Ele poderá envenenar de forma simples ou de forma mais grave, contaminando toda estrutura; assim como glorificar de plenitude saudável toda a nossa máquina. Projetará sempre o conteúdo que estiver acumulado pelo tempo, seja ele curto ou mais longo. É ele, que propriamente destrói o que a Natureza criou com perfeição.


Podemos simplificar toda essa estrutura com apenas uma colocação: a máquina humana adulta, em toda sua extensão é banhada por 70% de líquido, água. Igualmente, quase na mesma proporção também o nosso planeta. Coincidência?! E toda essa água absorve fielmente as emanações fluídicas desse poderoso e robusto conjunto mental. Está sob sua lei, uma está inserida na outra, ambas estão contidas uma na outra; não existe nada que possa separá-la. Essa é a lei que rege.


Então, podemos nos questionar:


“Qual o teor, qualidade ou toxicidade com que estamos contaminando a água da nossa máquina humana ou mesmo do nosso planeta, já colocando num contexto macro?” O tempo é relativo, portanto, a absorção feita pela nossa máquina um dia romperá o invisível trazendo à superfície o conteúdo do poderoso e robusto conjunto mental. Indubitavelmente! Então estejamos preparados.


Antes de entrar em colapso, nossa máquina, o homem, sinaliza seus problemas com “barulhos estranhos”. Nesse momento é preciso aplicar uma manutenção corretiva sem desligar a máquina da vida. Apenas desacelerar, engraxar com autoconhecimento, deixar rodando um período em marcha reduzida e depois voltar a aplicar a velocidade de produção. Ao admitirmos os problemas e não tomarmos alguma atitude é abandonarmos o equipamento para sucumbir ao esquecimento; uma fuga que não prolongará a vida útil das peças envolvidas.


Se pudéssemos, por exemplo, extrair a peça que causa depressão, a vida se tornaria bela. Essa peça não veio no pacote, foi introduzida no decorrer do modo de viver. Só foi detectada quanto afetou outras várias peças e entre elas a vontade, essa sim veio no pacote. Se depressão fez parte da sua máquina é porque necessitou ligar a chave da Existência própria, que automaticamente ligou luzes da esperança, dos valores, dos objetivos. E assim inicia-se um clarear das etiquetas de Identidade.


O que mais destrói as peças que trabalham harmoniosamente é o egoísmo. Talvez seja a pior peça inserida, de qualidade péssima, mal projetada e que muitos persistem em usar acoplado com cinismo. Lembrando que ódio, inveja, rancor, vingança... também não vieram no pacote.


Enquanto analisamos o ser humano como uma máquina esquecemos do Princípio da Criação.


Quem criou, aonde por ventura deixamos os manuais de uso e operação, quais as peças belas, úteis e que ainda estão desativadas para servir melhor a si e a outros?


Quais obras ainda produziremos até que essa máquina chegue numa última rotação do motor?


Ou, com o que gostaria de estar pleno... no momento da última rotação do motor? Já parou para pensar nisso?



Entramos no mês de reflexões. Provocamos alguns equívocos durante o ano e aprendemos muito. Acredito que ainda dá tempo para tirar da gaveta o manual da vida, há tempos guardado. Tirar a poeira das angústias e prazeres. Das páginas amareladas escritas a mão, buscar as palavras escondidas nas entrelinhas, que no passado, não se deu tanta importância. Sim, sempre existirão palavras despercebidas que para cada descoberta grandes surpresas poderão surgir.


Estando alimentado com sentimentos nobres, nossa máquina será brindada com plenitude em todos os aspectos. Assim sendo, a cada despertar que o nosso poderoso e robusto conjunto mental provoque no nosso inconsciente, este estará ajustado às leis do Amor Maior.


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Lembremos também que isolados nada somos. Somos sim uma verdadeira “engrenagem”. Estamos inseridos num plano com uma belíssima perfeita natureza. Cada qual com seus encantos, seja ele do reino mineral, vegetal ou animal. Entendemos que nossa máquina e tudo que a ela está acoplado é regido por vibrações, então porque não buscar essas frequências na nossa perfeita natureza?


Vamos nos despir de preconceitos, observar a natureza e os animais e nos fundir com a sabedoria de todos os elementos. Temos a terra, temos o ar, temos a água e temos também o fogo. Olha quanta riqueza!!


Vamos abrir os braços, olhar para o sol e abraçá-lo, aconchegá-lo, absorvê-lo!! Recebamos sua energia junto com a cor azul do imenso céu!! O canto dos pássaros, tão pleno de harmonia ... que perfeita frequência musical para nossos ouvidos!! Abracemos uma árvore, pisemos na terra, na grama, na areia da praia!! Que recarga esplêndida assim se completa.


Respire! Respire lenta e profundamente... sinta a dádiva desse ar te preenchendo e te purificando. Sinta o perfume sublime e poderoso das flores, trazendo para dentro de si toda sua sutileza e sua encantadora beleza.


Entre na água do chuveiro, da piscina, do rio ou do mar. Sinta o seu toque, o seu aconchego, o seu abraço, a sua força. Ela nos preenche, nos lava a alma, nos relaxa e nos renova.





Agradeça, agradeça e agradeça!! Abasteça de gratidão seu poderoso e robusto conjunto mental. Ele entenderá e com um sorriso te lembrará:

“Tens a terra, tens o ar, tens a água, tens o fogo e tens ainda um elemento.... sempre em vós a irradiar esse tal quinto elemento, grandioso e magnífico, oh sublime Quinto Elemento”.



 

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