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Crítica | Em "Tick, Tick... Boom!", Andrew Garfield entrega melhor interpretação da carreira

Adaptação do musical de Jonathan Larson, autor de 'Rent', marca a estreia de Lin Manuel Miranda como diretor de longa metragem


(Créditos: Netflix)


Você tem a sensação de que sempre está sem tempo? Tick... Que há tantas coisas para serem feitas que parece que você irá surtar? Tick... Muitos acabam priorizando o trabalho, afinal é o que paga o aluguel, não é? O foco da sua vida se tornou unicamente o seu trabalho?..... Tick.... Saiba que mesmo seu sonho sendo do tamanho de um arranha-céu, ainda há coisas na vida que são mais importantes do que entregar um projeto super aguardado...... Boom!



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'Tick, Tick... Boom!' (2021) é uma adaptação cinematográfica do musical autobiográfico de mesmo nome criado por Jonathan Larson, criador do mega premiado 'Rent'. Mesmo que você dê play no filme sem qualquer conhecimento prévio de quem é o homenageado, a história apresentada continua grudada na mente do espectador e com certeza pode induzir a então uma pesquisa sobre a vida e as obras do artista.


Larson revolucionou os musicais da Broadway, trazendo os espetáculos para uma nova geração que antes não se identificava ou nem gostava das músicas. Lin Manuel Miranda recentemente fez a mesma coisa com Hamilton, então teria escolha melhor de adaptação do que de um musical de seu ídolo?





O filme conta a história de Larson, um compositor que mora em um apartamento alugado em Nova York, que passou os últimos 8 anos escrevendo um mega musical, chamado 'Superbia'. Enquanto ele luta para criar sua peça, ainda tem drama envolvendo principalmente dinheiro, e sua parceira, Janet (Alexandra Shipp), que irá trabalhar em outra cidade.


O apaixonante e apaixonado Jonathan é interpretado por Andrew Garfield ('O Espetacular Homem-Aranha'), que trás a melhor atuação de sua carreira até então. Suas expressões estão como sempre perfeitas, e o ator manda muito bem no papel de trazer um personagem sonhador e genial.



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Todo o elenco é bem aproveitado e bem dirigido. As músicas são incríveis (o que é de se esperar de uma produção feita por Miranda), com destaque para a que mais grudou na minha cabeça desde que assisti ao longa, que é logo a primeira, 30/90.



Agora abordando a direção de Miranda, que mostra claramente a falta de experiência no formato (dado que o artista já é bem consagrado no teatro), com alguns detalhes como cenas repetidas durante as músicas, uma tentativa de tornar a apresentação algo mais abstrato, e tomar proveito das liberdades que o cinema proporciona, que acabou não sendo muito bem realizada. Acredito que ambos esses problemas se devem pela pandemia, o que pode ter afetado as gravações.





Além de uma história de um artista que marcou o mundo das artes, é uma história principalmente de falta de tempo. Durante o longa Larson está constantemente se queixando que precisa finalizar seu trabalho em alguns dias, o que só vai se tornando uma bola de neve que uma hora... BOOOM! Uma lição extremamente necessária na sociedade hiperativa e ansiosa dos dias de hoje.







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